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Acordou com dor forte no ombro do nada? Pode ser tendinite calcária

há 11 horas
3 min de leitura

Você foi dormir bem e acordou com uma dor tão forte no ombro que nem conseguiu levantar o braço para escovar os dentes. Se isso já aconteceu com você, ou está acontecendo agora, vale conhecer uma condição pouco falada, mas muito comum nos consultórios de ortopedia: a tendinite calcária.


O que é a tendinite calcária?

A tendinite calcária é uma inflamação causada pelo acúmulo de cálcio dentro dos tendões do manguito rotador, o grupo de tendões responsável por estabilizar e movimentar o ombro. Esses depósitos de cálcio se formam de maneira progressiva e, na maioria das vezes, silenciosa.


O problema é que, em algum momento, o corpo tenta reabsorver esse cálcio, e é justamente nessa fase de reabsorção que a dor costuma explodir, de forma súbita e intensa.


É por isso que muitos pacientes relatam a mesma história, foram dormir sem sintoma nenhum e acordaram com uma dor incapacitante, sem nenhum movimento brusco ou lesão aparente que justifique.


Por que a dor é tão forte

Diferente de outras dores no ombro, que evoluem aos poucos, a crise de tendinite calcária costuma ser desproporcional ao que se espera. A dor pode impedir o sono, dificultar tarefas simples como pentear o cabelo, vestir uma camisa ou levantar uma xícara de café, e em muitos casos até imobilizar o braço por completo durante alguns dias.


Você foi dormir bem e acordou com uma dor tão forte no ombro que nem conseguiu levantar o braço para escovar os dentes. Se isso já aconteceu com você, ou está acontecendo agora, vale conhecer uma condição pouco falada, mas muito comum nos consultórios de ortopedia: a tendinite calcária.

O que causa o acúmulo de cálcio

A causa exata da tendinite calcária ainda não é totalmente compreendida pela medicina, mas existem fatores que estão diretamente associados ao seu surgimento:


  • Microtraumas repetitivos no ombro, comuns em quem realiza movimentos repetitivos no trabalho ou no esporte

  • Alterações metabólicas que afetam a forma como o corpo deposita e reabsorve cálcio nos tecidos

  • Processos inflamatórios recorrentes na região do manguito rotador

  • Diminuição da vascularização do tendão, que também é influenciada pela idade


Vale destacar que a tendinite calcária pode acometer pessoas de qualquer idade, embora seja mais frequente entre os 30 e os 50 anos, e é mais comum em mulheres do que em homens.


Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada, incluindo exame físico do ombro e histórico dos sintomas. Na sequência, exames de imagem confirmam o quadro, sendo a radiografia simples suficiente na maioria dos casos para identificar o depósito de cálcio.


A ultrassonografia musculoesquelética também tem papel importante, porque além de confirmar o diagnóstico, permite avaliar o tamanho e a consistência do depósito, informações que ajudam a definir o melhor tratamento.


Tratamento, da fase aguda à resolução

O tratamento da tendinite calcária varia conforme a fase e a intensidade dos sintomas. Na crise aguda, o foco inicial é o controle da dor e da inflamação, com medicação, repouso relativo e, em muitos casos, infiltração guiada por ultrassonografia, um procedimento que permite aplicar medicação diretamente no local do depósito de cálcio com precisão.


Outra opção bastante eficaz nesses casos é a punção e lavagem do depósito de cálcio, também guiada por imagem, que ajuda a dissolver e remover o cálcio acumulado, aliviando a pressão sobre o tendão.


A fisioterapia entra como parte essencial da recuperação, restaurando a amplitude de movimento e fortalecendo a musculatura ao redor do ombro. Em casos mais raros, quando o quadro não responde às abordagens anteriores, a cirurgia pode ser indicada para remoção do depósito.


Tendinite calcária tem cura?

Sim, a tendinite calcária tem tratamento eficaz na grande maioria dos casos, e boa parte dos pacientes recupera a função do ombro sem necessidade de cirurgia. O tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa, depende do tamanho do depósito de cálcio, da fase em que a doença é identificada e da resposta individual ao tratamento, mas quanto antes o quadro é avaliado, menor tende a ser o tempo até o alívio completo dos sintomas.


Por que não vale a pena esperar?

É comum que o paciente tente conviver com a dor, na esperança de que ela passe sozinha. E em alguns casos, ela realmente melhora com o tempo. O problema é que, sem diagnóstico, não há como saber se o quadro vai evoluir para uma crise ainda mais intensa, ou se vai gerar limitações funcionais duradouras no ombro.


Diagnóstico precoce evita sofrimento desnecessário e, na maioria dos casos, acelera significativamente a recuperação.


Se você acordou com uma dor forte e repentina no ombro, que não melhora com repouso e analgésicos comuns, ou que está limitando seus movimentos do dia a dia, o ideal é buscar avaliação com um especialista em ombro e cotovelo o quanto antes.



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