Epicondilite Lateral: A Dor Que Começa Leve e Pode Impedir Você de Segurar uma Xícara
- Dr. Leonardo Moraes

- 1 de out. de 2025
- 4 min de leitura
Você já sentiu uma dor incômoda na parte lateral do cotovelo ao treinar, pegar peso ou até segurar uma xícara? A maioria das pessoas ignora, acreditando ser apenas fadiga ou “músculo puxado”. No entanto, essa dor pode ser sinal de epicondilite lateral, conhecida também como “cotovelo de tenista”. Uma inflamação crônica que, se não tratada corretamente, pode comprometer não apenas o desempenho esportivo, mas também tarefas simples do dia a dia.
Neste artigo, você vai entender como a epicondilite lateral surge, seus sinais de alerta, formas de tratamento e, principalmente, como prevenir essa condição que limita tanto atletas quanto pessoas comuns.
O que é Epicondilite Lateral?
A epicondilite lateral é uma inflamação dos tendões que se fixam na parte externa do cotovelo. Esses tendões pertencem aos músculos extensores do antebraço, responsáveis por movimentos de extensão e rotação.
Quando sobrecarregados, sofrem microlesões repetitivas que, com o tempo, provocam dor, inflamação e perda de força. Apesar do nome popular estar ligado ao tênis, a lesão pode atingir qualquer pessoa que realize movimentos repetitivos, como praticantes de CrossFit, musculação, esportes de arremesso, e até profissionais que trabalham digitando ou utilizando ferramentas diariamente.
Por Que Essa Dor Aparece?
A causa principal é o esforço repetitivo associado ao excesso de carga. Isso significa que o problema não está apenas na intensidade, mas também na frequência do movimento.
Os principais fatores de risco incluem:
Treinos sem técnica adequada ou sobrecarga progressiva mal orientada;
Uso frequente de movimentos de pegada (musculação, CrossFit, tênis);
Trabalho manual repetitivo ou uso constante de computador;
Falta de alongamento e fortalecimento preventivo.
A combinação desses fatores transforma uma dor leve em um quadro crônico e limitante.

Sintomas Que Não Podem Ser Ignorados
O início da epicondilite é traiçoeiro: começa com uma dor discreta, localizada, que aparece apenas durante esforço. Mas, com o tempo, evolui para sintomas que comprometem atividades simples. Entre eles:
Dor na parte lateral do cotovelo, que pode irradiar pelo antebraço;
Fraqueza para segurar objetos, como uma garrafa ou uma xícara;
Dificuldade em apertar a mão de alguém ou abrir uma porta;
Dor que piora em treinos de pegada, como barras, levantamento de peso ou arremessos;
Sensibilidade ao toque na região do cotovelo.
O problema é que muitos atletas continuam treinando “por cima da dor”, o que só aumenta a inflamação e o risco de cronificação.
O Que Acontece se Você Ignorar?
A falta de tratamento precoce pode gerar complicações sérias. Veja as consequências:
Dor crônica persistente, que pode durar meses ou anos;
Limitação funcional, afetando tanto a performance esportiva quanto tarefas do dia a dia;
Perda de força e resistência, comprometendo a evolução nos treinos;
Necessidade de afastamento esportivo prolongado;
Em casos graves, pode até ser necessária cirurgia para reparo dos tendões.
Ignorar a epicondilite é trocar alguns dias de descanso por meses de reabilitação.
Diagnóstico da Epicondilite Lateral
O diagnóstico é clínico, feito por ortopedista especialista em cotovelo. O médico avalia o histórico do paciente, examina a região e pode solicitar exames complementares, como ultrassonografia ou ressonância magnética, para descartar outras condições.
O diagnóstico precoce é crucial: quanto antes confirmado, mais rápido e eficaz será o tratamento.
Como Tratar a Epicondilite
O tratamento pode variar de acordo com a gravidade da lesão.
Casos iniciais:
Repouso relativo (evitar os movimentos que causam dor);
Gelo e anti-inflamatórios para controle da inflamação;
Ajustes na técnica de treino e ergonomia no trabalho.
Casos persistentes:
Fisioterapia com exercícios de fortalecimento e alongamento específicos;
Ondas de choque ou infiltrações para controle da dor;
Órteses de punho ou antebraço para reduzir a sobrecarga no tendão.
Casos graves e crônicos:
Procedimentos cirúrgicos para reparo do tendão, em situações onde todos os tratamentos conservadores falharam.
Reabilitação e Retorno ao Esporte
Após iniciar o tratamento, a reabilitação é gradual. A fisioterapia tem papel essencial, focando em:
Alongamento controlado dos músculos extensores do antebraço;
Fortalecimento progressivo para devolver função;
Exercícios de propriocepção para evitar recidivas.
O retorno ao esporte deve ser monitorado, com carga progressiva e correção de técnica. O objetivo não é apenas eliminar a dor, mas garantir que o atleta volte mais forte e seguro.
Como Prevenir a Epicondilite
A prevenção é simples, mas exige disciplina:
Realize aquecimento adequado antes dos treinos;
Trabalhe alongamento e mobilidade do antebraço e ombro;
Fortaleça músculos estabilizadores para reduzir sobrecarga;
Respeite os sinais do corpo: dor persistente nunca é normal;
Ajuste a técnica esportiva e evite cargas acima da sua capacidade.
Esses hábitos fazem toda a diferença para manter a saúde do cotovelo e garantir longevidade nos treinos.
A epicondilite lateral é a prova de que pequenas dores podem esconder grandes problemas. Ela começa leve, quase imperceptível, mas pode evoluir para uma limitação séria se não for tratada. A boa notícia é que, com diagnóstico precoce, tratamento adequado e medidas preventivas, é possível voltar a treinar e viver sem restrições.
Não trate a dor como parte da rotina. Trate como o aviso do seu corpo de que algo precisa mudar. Agir cedo é a diferença entre seguir em evolução ou ser forçado a parar.
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Dor na lateral do cotovelo ao treinar ou segurar objetos pode ser epicondilite lateral. Entenda sintomas, tratamento e prevenção dessa inflamação.

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